Meu Namoro Com Uma Garota de Programa – Parte 2

Depois de passar a semana toda pensando na Jessica e de bater um milhão de punhetas olhando suas fotos no instagram, chegou o Sábado e fui buscá-la para jantar. Mais uma vez eu estava bem apreensivo. Acho que porque a gente não se comunicou muito por whats durante a semana. Eu tinha resolvido dar um gelo nela para não soar muito desesperado, então não dei muita conversa, até porque minha cabeça estava a mil sem saber o que fazer.

Mais uma vez ao vê-la, meu coração disparado. Uma calça jeans super colada e um top preto que deixava um ombro à mostra, salto alto e algumas jóias discretas. QUE. DELÍCIA. DE. MULHER. Quaisquer dúvidas que eu tinha a respeito de querer namorar com ela se dissiparam logo ao vê-la. Jogamos um pouco de conversa fora no carro até chegar ao restaurante. A gente se viu algumas vezes durante a semana para treinar, então não tinha tanta conversa para botar em dia.

Durante a semana procurei evitar perguntar algo sobre o trabalho dela, mas esta noite não tive como evitar. Depois de sentarmos, pedirmos a comida e jogarmos mais um pouco de conversa fora, perguntei se a família dela sabia que ela fazia programa: 

– Eu acho que não, se alguém descobriu nunca me falou. Sabe como é né, não dá para chegar e falar para mãe ou pro pai que eu faço programa. Acho que eles iam ficar muito decepcionados. Falando nisso, você não se importa de sair com uma garota de programa? Você pareceu meio atordoado quando te contei. 

Falei para ela que tinha sido sim uma revelação meio impactante. Afinal já nos conhecíamos há algum tempo e aquilo jamais tinha passado pela minha cabeça. Então perguntei se podia fazer mais perguntas sobre o assunto porque estava muito curioso. Primeiro perguntei como foi que ela começou a fazer programa.

“Venho de família muito simples. Mãe costureira, pai motorista. Consegui com muito custo entrar na faculdade de administração (particular) e lá fiquei amiga de algumas meninas que faziam programa. Nas primeiras semanas elas também me falaram que faziam eventos mas depois de frequentarmos algumas festas juntas elas abriram o jogo e disseram que com o corpo que eu tinha elas podiam fazer as coisas acontecerem para mim.

Eu fiquei meio cabreira e falei que aquilo não era para mim e o assunto morreu. Um mês depois uma dessas meninas deu uma festa para galera da faculdade em sua casa e ao chegar lá meio queixo caiu. Bairro nobre, mansão linda de morrer e carro importado na garagem. Fiquei impressionada porque ela não tinha marido rico ou nada assim. Foi tudo com programa mesmo, dos 17 aos 25 anos. Na época eu estava com 19 (hoje ela tem 22) e ver aquela casa me subiu a cabeça. Falei com ela que queria tentar e ela resolveu me ajudar. 

Ela me falou que trabalhou por conta própria por uns tempos mas é muito mais seguro ter um “agenciador”, palavra bonita para cafetão, claro. Ela falou que desde que começou a trabalhar para esse cara, nunca mais parou. Ele sempre consegue bons clientes e está sempre atento à segurança das suas “agenciadas”. Perguntei se ela podia me botar na fita, ela mostrou fotos minhas para ele e marcamos uma entrevista. Acabou que ele gostou de mim e já comecei a trabalhar para ele na semana seguinte”. 

Interrompi nesse momento e perguntei: Essa entrevista é o que eu estou pensando?? Ela disse que sim.. O que significava que ela teve que dar para ele na entrevista. Mas não perguntei detalhes. Perguntei se o cara era mesmo de confiança e ela respondeu na hora: -Simmmm, todas nós respeitamos muito o Mateus, ele cuida muito bem da gente e tem os melhores contato na alta sociedade.

Depois ela me perguntou sobre minha carreira, como eu resolvi ser personal trainer, etc e continuamos conversando bastante. Como sou bem-humorado demos bastante risada juntos e vi que ela estava gostando mesmo de mim. Depois conversando sobre relacionamentos eu falei sobre minha ex-namorada e perguntei a ela quantos namorados ela já teve. Ela disse que teve um namorado firme dos 15 aos 18 e na época que começou a fazer programa estava solteira. Depois teve alguns caras que tentaram namorá-la (a maioria clientes) e nao deu certo. Até que ela conheceu o ex-marido, que foi cliente dela. Pelo jeito o cara gamou e depois do 3o encontro já propôs banca-la para que ela não fizesse mais programa. 

Como o cara era muito rico ela topou e começou a fazer pos graduacao para seguir uma carreira “digna”. Ela trabalharia na adm da churrascaria. Mas ele era muito possessivo e acabou não querendo que ela trabalhasse. Muitos caras davam em cima dela por onde quer que ela andasse, o que fez com que o ex-marido quisesse controla-la de todas as formas. Ela falou também que ele era bem agressivo na cama, mas que depois de um tempo começou a ficar exagerado. Ele queria sempre mais e mais, forçando-a a fazer coisas que não queria, o que começou a assustá-la. Ele era lutador de jiu-jitsu (o típico Pitboy que tem aqui no Rio) e ela acabou ficando com medo dele. Como era muito nova, ela ainda não entendia o tipo de personalidade controladora do cara e acabou se casando com ele depois de 1 ano de namoro. 

Mas óbvio que depois de casada as coisas não melhoraram. Ele não aceitava o passado de garota de programa dela e era extremamente controlador, achando que ele a estava traindo. A certo ponto do casamento a única coisa que ainda a prendia a ele era a química que eles tinham na cama, segundo ela. Isso tudo ela me contou sem eu perguntar muitas coisas. Acho que era um bom sinal que ela estava se abrindo para mim. 

O papo estava ótimo mas queria sair dali e tentar ir para algum lugar mais quieto com ela. Quando entramos no carro, já parti para cima e comecei a beijá-la e perguntei: vamos para um lugar mais tranquilo? Ela topou e eu pensei: “Foi mais fácil do que eu pensava”. Eu moro com um amigo, mas já tinha avisado que possivelmente ia voltar para casa com a Jessica e que se possível seria legal ele voltar tarde. 

Chegando em casa já começamos a tomar um vinho e a nos pegarmos no sofá e minhas mãos começaram a ficar mais assanhadas, escorregando do braço para os peitos e da cintura para a bunda (meu deus, que bunda). Beijei e mordi muito seu pescoço e quando vi que ela ficou molinha comecei a tirar sua roupa. Ela congelou: “Para, ta muito cedo”. Eu pensei: “Muito cedo?? Como assim? Voce nao faz programa??”. Eu respeitei meio contrariado e depois tentei de novo: “Tá cedo, para”. Dai eu perdi um pouco a paciência: “Como assim, voce nao faz isso todo dia?”. Erro grave!. “Sério mesmo que você disse isso? Você tá achando que eu sou sua puta?”. Ela me empurrou, levantou, pegou as suas coisas, e disse: “Achei que você fosse diferente”. Virou as costas e foi embora. 

Eu juro que nao entendi nada. Por mais que eu estivesse gostando dela como pessoa eu esperava que por ser garota de programa ela ia liberar rapidinho sem frescuras. Estava enganado. Ela ficou muito ofendida. E eu arrependido por ter sido tão idiota. Achei que tinha perdido aquela gata perfeita e que nunca mais ia conseguir uma mulher daquele calibre…

Continua…

Deixe uma resposta

Fechar Menu
×
×

Carrinho