Marcela – Parte 4 – Comecei a Ser Cruel Com Meu Namorado

Depois daquela pausa de 5 segundos ele me beijou… Pela primeira vez eu estava traindo. Não conseguia parar de pensar nisso, mas meu corpo pedia aquele homem. Fiquei de pernas bambas e senti molhei minha calcinha de tanto tesão. Que pegada!! Ele me prensou contra o carro e senti suas mãos contra minha cintura, como nos velhos tempos. Que saudade! Que homem!

Mas era errado. Eu não podia fazer aquilo com o Otávio. Apesar de eu ter descoberto que ele mentia contando vantagem de comedor e de não chegar perto do Antônio como macho, aquilo não era correto. Me desvencilhei do Antônio depois daquele beijo delicioso e falei: “Pára Antônio, é errado, desculpa”. “Desculpa, não resisti… não vai acontecer de novo”. Ao entrar no carro e dirigir para longe dali minha cabeça estava a mil. Eu amo o Otávio mas o Antônio me deixava louca e aquela frase “não vai acontecer de novo” me atingiu como uma pedrada. No fundo eu queria que acontecesse de novo.

Ao chegar em casa, antes mesmo de sair do carro eu mandei um SMS pro Antônio:

“Por favor não fala nada para ninguém nunca. Senão o Otávio e meu pai me matam”.

Ele demorou para responder. “Claro que não falo. Mas quero te pedir uma coisa”.

“O quê?” “Uma noite de despedida”,

”de jeito nenhum… não é certo com o Otávio”,

“eu sei que você sente falta de mim, eu senti”

“não importa, não sou mau-caráter”

Passados 5 minutos eu alcancei o celular de novo e ele tinha me mandado uma foto… DO SEU PAU GROSSO! Que filho da puta! Me desarmou. Molhei tanto que corri pro meu quarto e bati uma olhando aquele monumento. Gozei forte, muito forte. Mas logo bateu a culpa. Eu estava em um namoro firme e não só tinha beijado outro macho (que ele por sinal odeia), mas não conseguia tirá-lo do meu pensamento.

Ainda com a cabeça a mil liguei pro Otávio com a intenção de perguntar sobre o que ele falava de mim no escritório. Eu não podia falar que sabia de nada, mas queria tentar sondar e ver se ele ia mentir para mim.


Conversa, vai conversa vem, puxei assunto sobre o escritório e perguntei sobre o chefe: “E aí, as coisas estão melhores com o chefe?”; “Que nada, ele continua o grosso de sempre”; “Não tem mesmo como ignorar?” “Eu tento, mas é difícil, hoje depois de me aporrinhar o dia todo ele ainda ficou falando de uma menina que ele está pegando e me mostrou fotos dele comendo ela, no celular dele… pode amor? É muito babaca”.

Senti uma pontinha de ciúmes, meu instinto possessivo queria o Antônio só para mim. Que cabeça pervertida.  “Sério mesmo amor? Comendo ela?” “Sim, e a menina era novinha, devia ter sua idade”. “Deu para ver o rosto e tudo??” “sim, tinha fotos dela chupando ele”. “Mas ele não é mais velho?”. Sim, deve ter uns 50 já, falou meio rindo. “Deve ser puta, nenhuma mulher jovem ia querer nada com ele”. “Olha que não hem amor, tem muita menina procurando tiozão, rs”. “Tá, mas ele nem boa pinta é, não sei o que ele tem para pegar tanta mulher”. “Ele deve ser charmoso então”… “sei lá”…

Resolvi ser um pouco cruel com ele, ainda puta com as coisas que eu tinha ouvido. “Me manda foto dele amor? Agora to curiosa”. “Para que Marcela?”. “Para ver ué, você não pára de falar nele”. “Tá, mas não precisa”. “Ué como assim, acha que eu vou me interessar por ele? Você não disse que ele não tem nada e que alguém da minha idade não ia interessar?” “Tá bom, vou procurar”. Ele procurou no face e me mandou uma foto normal. Nem era nada demais, quem não tivesse experimentado aquele homem talvez nem se impressionasse, mas resolvi cutucar mais: “já sei o que elas vêem nele, ele tem cara de mandão… um jeitão confiante… Ele é mandão amor?” “Muito, e arrogante”. “Inclusive com você mor?” “sim, já te falei”. “O que ele manda você fazer?” Tudo, até pegar café e recolher o lixo dele. “E você obedece tudo feito um capachinho?” “Vou fazer o quê? Desobedecer? Ele é meu chefe”.

Me deu muita raiva, eu queria brigar, mas me contive. Resolvi ser mais má ainda. Falei para ele: “Amor, eu sei que é difícil, mas vou te dar um conselho: quanto mais você obedecer, melhor.. Se você quer subir na empresa, tem que pegar café e recolher o lixo mesmo, tem que ser tipo empregadinha dele, sabe? Homem mandão adora essas coisas e você vai ter muito mais chances de se comportar assim”. “Você acha? Você é tão briguenta, achei que ia falar para eu bater de frente com ele”. “Não, de jeito nenhum… seja submisso e obediente. Você chama ele de senhor?”. “Não…” Eu disse para ele ao mesmo tempo que olhava para aquele saco e bolas enormes do Antônio no meu telefone. “Amor, vai ser bom para você, à partir de agora você vai chamar ele de senhor, você me promete?”. “Tá bom, se você diz…”

Eu não sei de onde tirei aquela maldade, acho que foi a raiva.. Estava surpresa comigo mesma, mas sei lá. Estar envolvida com um homem dominador e um homem submisso me impulsionou a tratar os dois como eles merecem: Alfa e Beta. “Amor, vem aqui hoje? To com vontade de você”, disse Otávio com uma voz meio suplicante. Pela primeira vez eu entendi o “afeminado” a que o Antônio se referiu quando comentou o que os colegas de escritório pensavam do Otávio. Respondi ao meu instinto: “Hoje não Otávio, não estou com vontade”. Eu nunca tinha falado assim com ele, mas veio naturalmente. Um beta submisso estava atraindo para si tratamento de beta submisso.

Ao desligar com o Otávio, ainda com a foto do pau do Antônio aberta no meu celular, refleti um pouco sobre as consequências e  enviei uma mensagem para ele: “Golpe baixo, tentador demais… você me convenceu…. quando??”

Este post tem 2 comentários

  1. Ótima história, cada vez fica melhor!!!

  2. que tezao nessa historia

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