Marcela – Parte 2 de 10 – Começando a Namorar

Parte 2

Era nítido que o Otávio já estava encantado por mim no primeiro dia mas ele não se revelou muito. Dava para notar pelo jeito que ele me olhava e por gaguejar quando tinha que falar comigo. Achei super bonitinho o fato dele ficar assim tão tímido.

Por trabalharmos juntos a gente tinha contato diário mas somente após uns 2 meses ele tomou coragem de me convidar para jantar num fim-de-semana. Eu estava gamadinha e o flerte do escritório criou uma expectativa grande. Nosso jantar foi ótimo, mas ele se mostrou mais tímido do que eu esperava. Ele tinha ótima energia e desenvoltura com coisas do trabalho, mas na vida social era um bichinho-do-mato. Ele falava baixo e tinha excelentes maneiras, mas não tinha aquela força masculina como o Antônio por exemplo.

Mesmo assim ele me conquistou por ser um príncipe encantado com várias qualidades que toda mulher quer. Ele me tratava como uma princesa, me bajulava e dava para ver que estava muito empolgado. Era o par perfeito. Era exatamente esse tipo de homem que eu estava procurando para ter um relacionamento duradouro. Infelizmente ele me convidou para jantar mais duas vezes antes do nosso primeiro beijo rolar. Na terceira vez eu perdi a paciência e dei um beijo nele na despedida. Ele ficou tão desconsertado que parecia até ser sua primeira vez.

No mês seguinte saímos mais algumas vezes e ele foi perdendo a timidez, até que finalmente fomos para cama. Nossa primeira vez foi em um motel (ambos morávamos com os pais), e, mais uma vez ele foi bem tímido. Ele tinha tido uma namorada antes, mas ela era tão inexperiente como ele, então ele não sabia bem o que fazer. Mas até seu corpo era fortinho de academia e ele me pegava legal. Até essa época eu nunca tinha sido chupada, então não sentia falta, mas me arrisquei a chupar seu pau algumas vezes, fazendo ele gozar rapidinho. Otávio tem um pau normal, não muito grosso e não muito fino, que dá para sentir na maioria das posições, mas ele gozava rapidinho.

Eu não ligava dele ser inexperiente e não me pegar com força. Nossa comunicação e conexão eram muito boas e o fato de estarmos apaixonados deixava tudo mais legal. Apesar de ter sido a putinha do pauzudo do Antônio por meses a fio, eu também não tinha tanta experiência e eu achava ótimo termos descoberto as coisas juntos. Eu não me orgulhei, mas acabei mentindo que ele tinha perdido minha virgindade. Tinha medo do que ele ia pensar se eu falasse que já tinha dado para outro, principalmente um cara da idade do Antônio.

Não demorou muito para o Otávio me pedir em namoro. Logo estávamos grudados o tempo todo e nossas famílias estavam muito felizes por seus filhos estarem namorando alguém de família tradicional. Quase todos os fins-de-semana havia algum jantar ou churrasco ou passeio no sítio do meu pai ou na casa de praia dos pais do Otávio.

Lembro que estava muito feliz. Mimada e paparicada por um namorado fofo que eu amava, tudo indo bem nos estudos, nossas famílias felizes e relativamente satisfeita sexualmente. Ainda pensava no Antônio, mas nunca pensei em trair meu namorado.

Depois de cerca de ano de namoro o Otávio se formou. Eu sabia que era um momento importantíssimo para ele e que sua vida profissional começaria ali, mas meu mundinho perfeito foi abalado um pouco pelo fato de que ele ia parar de trabalhar no gabinete onde eu trabalhava. Ele poderia fazer concurso para continuar lá, mas como nossas famílias tinham muitos contatos ele preferiu seguir na área do direito privado, onde teria oportunidades em diversos escritórios.

Depois de algumas semanas de descanso e entrevistas de emprego ele conseguiu emprego num escritório de advocacia de um amigo do meu pai. Quem tem contatos influentes tem tudo!! Ele adorou o ritmo puxado do trabalho e os desafios do direito público mas logo de início ele já começou a reclamar do seu chefe, um dos sócios do escritório. “Nossa amor, o cara é um babaca, metido, arrogante e trata todo mundo abaixo dele como subalternos”. “Nada que eu faço está bom para ele, impressionante”. “Agora além de tudo ele fica falando das mulheres que ele pega, e ele é casado”. Eu sempre o escutava atentamente, como boa namorada e sempre o apoiava. “Que saco amor, tenta ignorar”, ou “não tem como você mudar de departamento, para ter outro chefe?” e tentava dar dicas para ele de como lidar com a situação apesar de não ter experiência profissional nenhuma.

Nas semanas seguintes as coisas foram piorando. Meu Otavinho cometeu um erro no escritório, não protocolando um processo em tempo hábil e atrasando os procedimentos em algumas semanas por causa de recesso judiciário. Foi um erro grave, mas errar é humano, mas o chefe dele ficou possesso e passou a tratar ele ainda pior, sempre arrogante e chamando ele de burro e inútil algumas vezes. Nesse dia conversamos bastante porque ele estava bem deprimido. Era terrível vê-lo assim depois de tanto tempo sempre empolgado e motivado com o trabalho. E além disso naquelas semanas ele perdeu até a vontade de transar, me deixando a ver navios. Mas fui compreensiva e não cobrei dele.

Então ele me disse: “De repente você pode falar com o seu pai, se ele é amigo do Rogério – o sócio que conseguiu a entrevista – ele deve conhecer o Antônio também”. “Antônio? Esse é o nome dele?” Eu congelei. O chefe que meu namorado odiava e o tratava mal era o cara que tinha tirado minha virgindade e me fodido por vários meses? “Como ele é? De repente eu já vi ele com meu pai” “Ah, moreno, cabelo preto começando a ficar grisalho, fortinho, fala alto e tá sempre com um sorriso debochado na cara e fazendo piada sem graça. Se você já viu, deve saber quem é.” “E pauzudo”, pensei comigo mesma.

“Ai, acho que nunca vi não… vou perguntar pro papai”, eu disse, ainda congelada e sem acreditar naquela situação. O que eu ia fazer? E se ele descobrisse que eu era a namorada do Otávio? Ele ia contar para ele que tinha me comido? Comecei a pensar que meu namoro estava em risco e que todo mundo ia acabar descobrindo que não perdi a virgindade com o Otávio. “Meu mundo caiu”, como diz a música

Este post tem um comentário

  1. Tô adorando ler os contos…

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