Conto Real – Minha Vida de Chifradeira – Parte 7

Ainda ajoelhada, Renato me puxou pelos cabelos como que exibindo pra si mesmo seu troféu. A loirinha popular da escola, namoradinha do frouxo que ele gosta de zoar, cheia de porra na cara.

Eu estava quase cega porque tinha porra caindo no meu olho, totalmente submissa ao meu macho, quando o telefone toca. Eu sabia que era meu corno pelo toque específico e entrei em pânico: Lembrei que tinha combinado de ir ao cinema com o Bruno e só teria 45 minutos pra me arrumar.

Deixa eu atender, é o Bruno.

Atende safada, mas vai conversar com ele com a cara suja de porra

Oi amor??

Oi linda, tá pronta? Tô passando aí em 15 minutos…

Pode ser 20? Acabei de começar a maquiagem – dei risadas internas

Nisso o Renato começou a bater com o pauzão na minha cara, fazendo um barulho seco

Que barulho é esse amor?

Nada, lindo, só tô passando maquiagem.

Tá bom amor, passo aí daqui a pouco.

Eu entrei em pânico. Estava encharcada de porra, inclusive meu top e um pouco no meu cabelo, e tinha que andar 10 min até chegar em casa e 5 minutos depois o Bruno estaria lá.

O Renato me soltou e falou: – Vai lá pro seu corno vai. Mas não pode tomar banho. Quero que você vá cheirando a porra. – Claro que não vou fazer isso seu louco. – Você que sabe…. E fica de olho no celular que vou te mandar msg e acho bom você responder.

Chegando em casa eu tinha literalmente 5 minutos pra me trocar, então resolvi cumprir a ordem do Renato e não tomei banho, apenas verifiquei se ainda tinha alguma porra no meu rosto (tinha limpado no parque com um lenço) e me troquei e a campainha bateu. Era o Bruno.

Claro que eu tinha passado perfume mas eu me sentia suja. 15 minutos atras estava no chão daquele parque com a cara melada e um pau batendo no meu rosto e agora estava aqui com meu namoradinho.

Felizmente ele não percebeu nada e em poucos minutos estava no cinema. Não deu 5 minutos e o celular disparou a mandar mensagens. Eu nunca deixo o frouxo olhar o que estou fazendo no celular. Uma única vez ele perguntou quem era e pediu pra olhar meu telefone e eu fiquei tão puta com ele que ele nunca mais tentou de novo. Mas claro que eu tenho todo o direito de olhar o celular dele. Ele sabe que quem manda sou eu e não tem essa de direitos iguais. No fundo ele sabe que ele é um macho beta sortudo de ter uma mulher como eu.

Era o Renato:

Vai no banheiro agora e manda selfie

Ahn? Bruno tá aqui.

Ta, tchau…. esquece meu pau. Nunca mais vai tê-lo.

Afff espera um pouco

Anda vagabunda!

E mandei a selfie… era o início de alguns anos de dominação do Renato sobre mim e meu namorado beta.

Finalmente entramos pra ver o filme e o Bruno, todo querido o romântico que é, queria ficar agarradinho. Grudamos os rostos olhando pra tela e ele se retrai limpando algo da sua bochecha: – Que isso amor??

Não dava pra ver muito bem porque tava escuro mas eu já sabia o que era: a porra do Renato!!! Tinha ficado um pouco na minha orelha e eu não vi!! 🙁

Aí amor, e só maquiagem. Na correria deixei um pouco na orelha, desculpa. (O tonto bem se perguntou se fazia sentido eu botar maquiagem na orelha)

E num instinto pela primeira vez tive vontade de ser cruel e disparei: passa um pouquinho no rosto vai kkkkkk quero ver você com maquiagem de menina.

Nem pensar!!

Aí amor passa, só de brincadeira! Tá com medo de gostar é?

E ali, quando o Bruno esfregou aquele restinho de porra do Renato na cara, perdi o respeito pelo meu frouxo e parei de vê-lo como homem. Meu homem era o Renato. E o Bruno ia sofrer na minha mão. Mesmo sem saber.

Continua….

 

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